sexta-feira, setembro 25

Garoto albino que teve mão amputada em ritual ganha nova chance nos EUA

Baraka Cosmas logo após ser resgatado 

Após ter a mão decepada, o garoto tanzaniano Baraka Cosmas Rusambo, de seis anos, está indo para a escola pela primeira vez e sonha ser médico quando crescer. Baraka é uma das cinco crianças com albinismo levadas da Tanzânia aos Estados Unidos, em junho deste ano, após terem sido vítimas de mutilação em rituais do país africano. Em algumas partes do país, existe a crença de que poções feitas com partes de pessoas albinas, trazem sorte e saúde.

Atacado com um facão, Baraka, no entanto, ganhou uma segunda chance. Foi levado pela organização Global Medical Relief Fund para o país norte-americano, onde passa por tratamento e recebeu uma prótese.


Baraka com a prótese (Foto: Eric Lafforgue/Daily Mail)

Em entrevista ao Daily Mail, o garoto contou que, desde que chegou aos EUA, o que mais o divertiu foi dançar com seus amigos. "Eu sempre gostei de dançar e desde que cheguei, eu tenho dançado ainda melhor", garante Baraka, que tem como canção favorita a música Nana, da cantora tanzaniana Diamond Platnumz.

A tutora de Baraka, Ester Mulungi, conta que, apesar de ter sido atacado por uma gangue, ter tido a mão decepada e vendida, o menino está sempre sorrindo e tem sido bem tratado por todos. 

Segundo ela, depois de receber a mão protética a vida de Baraka mudou bastante. "Ele pode usar os banheiros de forma independente e também consegue escovar os dentes sozinho", conta Ester. "Ele ainda quer começar a tomar banho sozinho, mas eu ainda não deixo - continuo ajudando nisso", acrescenta ela.

Ansioso para ver a mãe e as irmãs, o garoto deve voltar para a Tanzânia, mas não quer voltar para a vila onde foi atacado. "Ele se sente bem e está muito feliz. Sempre sorrindo agora ele recebeu a prótese", conclui a tutora. 

Foto recente de Baraka (Foto: Eric Lafforgue/Daily Mail)

De acordo com a Organização das Nações Unidas, uma a cada 15 mil pessoas são afetadas pelo albinismo na Tanzânia. Essas pessoas, adultos ou crianças, correm risco de serem atacadas mesmo após o governo tanzaniano ter proibido a prática da feitiçaria para tentar diminuir o número de ataques.

[Fonte: Redetv]

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sexta-feira, agosto 24

Negros Albinos: A luta contra o preconceito e a violência

Milhares de albinos do Burundi e da Tanzânia são obrigados a fugir, com medo de serem assassinados e terem as extremidades de seus corpos amputadas para serem colocadas em "poções mágicas", segundo a Federação Internacional da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho. "Milhares de albinos fugiram para o campo - talvez 10 mil pessoas - e não podem movimentar-se livremente para buscar mantimentos, estudar ou plantar, com medo dos caçadores", assinala o relatório "Through Albino Eyes" ("Pelo olhar de um albino"), publicado pela organização. 

Uma crença popular da Tanzânia e do Burundi diz que uma pessoa pode ficar muito rica ou ter muita sorte se tomar uma poção com partes do corpo de um albino.

Os albinos, que têm uma alteração genética que os deixa com pouca ou nenhuma pigmentação na pele, cabelo e olhos, são um grupo particularmente vulnerável uma vez que essa alteração reduz a sua protecção natural contra o sol e muitos sofrem de câncer de pele.

A Tanzânia tem cerca de 200 mil albinos, segundo estimativas do Centro Albino da Tanzânia. No Burundi, não há números oficiais mas as estimativas da Cruz Vermelha apontam para mil casos. O relatório da ONG estima em 10 mil o número de albinos que fogem desta prática cruel, além de 300 crianças ou adolescentes que estão escondidos em escolas da Tanzânia para deficientes ou em refúgios criados pela polícia no Burundi.

quarta-feira, janeiro 20

Albinismo Humano

O albinismo é uma alteração genética, na qual ocorre um defeito na produção de melanina (pigmento), esta anomalia é a causa da ausência total ou parcial de pigmentação da pele, dos olhos e dos cabelos. O albinismo é hereditário e aparece com a combinação dos dois pais portadores do gene recessivo. O albinismo, também conhecido como hipopigmentação, recebe seu nome da palavra latina “albus” e significa branco. Esta anomalia afeta todas as raças.

Existem três tipos principais de albinismo: o tipo 1 é caracterizado pelos defeitos que afetam a produção da melanina (cabelo branco, pele rosada, olhos cor violeta ou azuis, ausência de sardas). O tipo 2 ocorre em função de um defeito do gene “P”. As pessoas com este tipo de albinismo têm uma pigmentação clara ao nascer (cabelo branco, amarelo, ou mais escuro em pessoas da raça negra, pele rosada, presença de sardas, olhos azuis ou castanhos em pessoas da raça negra).

A forma mais grave deste distúrbio é denominada albinismo oculocutâneo e as pessoas afetadas têm cabelos, pele, cor da Íris brancos e problemas de visão. Exposição de longo prazo ao sol por pessoas com albinismo geralmente eleva o risco de dano à pele e câncer de pele, incluindo uma forma agressiva chamada melanoma.

Outro tipo de albinismo, chamado albinismo ocular tipo 1, afeta somente os olhos, e o exame ocular mostra a ausência de pigmentação na parte posterior do olho (retina).

A síndrome de Hermanski-Pudlak é uma forma de albinismo causada só por um gene e pode ocorrer com um transtorno hemorrágico, bem como com patologias pulmonares e intestinais. Outras doenças complexas podem levar à perda de pigmentação em só um lugar do corpo (albinismo localizado).

Normalmente a pessoa albina tem a sua visão diminuída e afetada por diversos problemas, apresenta ainda, problemas de pele por propensão a queimaduras solares e dificuldades sociais, visto que são rejeitadas por serem diferentes. Em alguns casos, até os próprios pais oscilam entre a aceitação e a rejeição por estarem temerosos em relação à futura aceitação do(a) filho(a).

Outras doenças associadas à falta de melanina:

  • Síndrome de Waardenberg: é um transtorno que se apresenta como uma mecha de pêlos que crescem sem pigmentação na parte frontal da cabeça, ou pela ausência de pigmentação numa das íris.
  • Síndrome de Chediak-Higashi: falta parcial da pigmentação na pele, associado a alterações imunológicas celulares, tendo tendência a criar graves infecções sistémicas.
  • Esclerose tuberosa: pequenas áreas localizadas com despigmentação.
  • Síndrome de Hermansky-Pudiak: albinismo generalizado, associado com problemas sangüíneos, pulmonares e intestinais.